A Temporada que Veremos Perigosamente
20/07/2010
- 14h16
A briga pela audiência nos Estados Unidos vai ser pesada a partir do mês de outubro, quando entra no ar a nova grade de programação que promete trazer ação, aventura e muita fantasia para o horário nobre dos americanos, que têm a primeira chance de assistir a uma série sem o medo do cancelamento imediato ou de alguma greve de roteiristas.
Por Paulo Gustavo Pereira
Durante uma entrevista coletiva realizada há alguns anos pelo Warner Channel, o representante do canal comentou que seus colegas americanos, executivos de programação das redes abertas, olhavam com inveja a grade do canal por assinatura. Afinal, ali estavam alguns dos principais campeões de audiência concentrados numa única emissora, enquanto que esses mesmos programas estavam espalhados entre a ABC, CBS, NBC, Fox e CW, só para citar algumas. Ao mesmo tempo, o sucesso de determinadas séries nas redes americanas só ajudava a Warner a qualificar melhor sua grade de programação, que também muda a partir de outubro. Bons tempos esses, sem dúvida.
Hoje, a disputa por novos programas é acirrada, principalmente quando um estúdio grande, como Warner, Universal ou Sony, não aprovou novos programas para apresentar para os seus clientes nas exibições especiais que acontecem no final de maio em Los Angeles (LA Screenings). Ou seja, pouca comida para alimentar muitas bocas. Não pense que isso não afeta a programação dos canais por assinatura brasileiros. Afetam e muito, já que cada vez mais as séries têm sido adquiridas por emissoras que não tinham uma tradição em seriados. Um exemplo disso é o A&E, que tinha poucas séries em sua grade, mas de uns poucos anos para cá, tem investido na aquisição de novos programas, tirados até mesmo de outros canais, como foi o caso de NCIS – Los Angeles, spin-off de NCIS, série exibida pelo AXN. Exibidas pela CBS back-to-back (uma após a outra), o mesmo não aconteceu com o AXN, que perdeu o programa para a concorrente. Uma série muito boa, mas sem a visibilidade que merece porque está num canal por assinatura que nunca teve o núcleo de sua programação na série de TV. Mas isso é outra história.
Leia esta matéria na íntegra na edição 148.